Uma relação tóxica marcada pelo machismo e prepotência.
Gissele a PM que tentou sair dessa relação e acabou achando a morte Prints de mensagens retiradas do celular do Tenente Coronel demostram a secuencia de abuso exercido contra Gissele.
Gissele a PM que tentou sair dessa relação e acabou achando a morte
Prints de mensagens retiradas do celular do Tenente Coronel demostram a secuencia de abuso exercido contra Gissele.
A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, morta em fevereiro deste ano com um tiro na cabeça, vinha pedindo frequentemente a separação do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob suspeita de feminicídio. Segundo relatos, Gisele mencionava possíveis traições e boatos envolvendo o oficial.
Relacionamento conturbado e discussões
Gisele e Geraldo, segundo familiares e testemunhas, viviam um relacionamento conturbado e marcado por inúmeras situações de ciúmes, possessividade e discussões, especialmente da parte do tenente-coronel.
Em depoimento, a mãe da vítima declarou que Gisele sofria certas proibições impostas pelo oficial. Para autoridades, o tenente-coronel foi descrito como alguém que a proibia de usar batom, salto alto e perfume, além de exercer controle sobre suas redes sociais e exigir o cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.
De acordo com o relatório policial, Neto tinha controle sobre as redes sociais da esposa e frequentemente aparecia no local de trabalho dela para "vigiar". Depoimentos de testemunhas indicam que o tenente-coronel jogava seu perfume na farda que Gisele usava e controlava quem a seguia e deixava de seguir.
Relatos do irmão da vítima também mencionam um episódio anterior em que o marido teria enviado um vídeo com uma arma apontada para a própria cabeça, ameaçando tirar a vida caso a soldado concretizasse a intenção de se separar.
Gisele afirmava que estava cansada e que queria se separar.


